Nos últimos anos, podemos perceber que a proporção de idosos no Brasil vem crescendo com o aumento da expectativa de vida. Por isso, os investimentos no atendimento à saúde e cuidados com idosos devem ser mais aprimorados.

Em resumo, o “CUIDADO” é uma palavra rica, que denota a saúde, emoção, qualidade e rigor, cada um dos quais contribui para os resultados clínicos.

Além disso, o cuidado é o foco de dois relatórios internacionais sobre as pessoas com idade superior a 65 anos: o National Academies of Science, Engineering, and Medicine e o King’s Fund and Nuffield Trust.

Juntos, esses relatórios abordaram diferentes aspectos dos desafios em todo o mundo. Seu objetivo foi fornecer cuidados compassivos e de qualidade digna às pessoas idosas, em uma época em que o envelhecimento da população ultrapassa o crescimento econômico.

Pensando nisso, nós da Lederman preparamos esse artigo com os principais desafios para prover cuidados com idosos e garanti-los uma boa qualidade de vida.

Boa leitura!

Maior expectativa de vida e a chegada da terceira idade

Um fato é: a necessidade de cuidados com idosos afeta todas as sociedades, já que a realidade da maior parte do mundo é o aumento da expectativa de vida, com o avanço da ciência e medicina.

Nos EUA, por exemplo, mais de 17,7 milhões de pessoas prestam cuidados a uma pessoa com 65 anos ou mais, que tem a função física, mental ou cognitiva limitada.

Com isso, nas fronteiras indefinidas entre o indivíduo, a família e as responsabilidades sociais, os cuidadores são os heróis não reconhecidos.

Isso porque são esses profissionais que melhoram a qualidade de vida dos idosos que cuidam, aliviam a pressão sobre os serviços sociais, além de reduzirem a probabilidade e duração dos internamentos hospitalares agudos. E, ao fazê-lo, os cuidadores podem incorrer em custos pessoais consideráveis.

Por exemplo, uma mulher americana de 20 anos pode gastar 6,1 anos (10%) do restante de sua vida cuidando de uma pessoa mais velha, com tarefas que podem variar de trabalho doméstico até a sub-rogação legal de cuidados de fim de vida.

No processo, ela corre o risco de deterioração da sua saúde física e mental, isolamento e perda de oportunidades de ganhos financeiros diminuídos, além de uma estimativa de desembolso de US $ 5000 em despesas anuais.

Dessa forma, algumas famílias que cuidam de uma América em envelhecimento dão várias recomendações para a próxima administração dos EUA, que contêm: identificação, apoio (incluindo pagamentos), coleta de dados e pesquisa.

Além disso, também há lições para os empregadores em matéria de licença familiar flexível.

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Principais desafios dos cuidados com idosos

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30 milhões de pessoas residentes no país possuem, atualmente, mais de 60 anos de idade. Para os próximos anos, a expectativa é que esse número cresça ainda mais, chegando a superar o quantitativo de crianças a partir de 2039.

Diante disso, torna-se ainda mais necessário refletir sobre os muitos desafios que as pessoas passam ao chegar na terceira idade.

Por isso, é fundamental compreender os principais obstáculos enfrentados por essa parcela da população e como garantir sua qualidade de vida.

Nesse sentido, separamos abaixo os principais desafios dos cuidados com idosos. Confira!

1. Rede de apoio familiar

Primeiramente, manter uma rede de apoio familiar é essencial para que se estabeleçam laços fortes por toda a vida, e é um dos maiores desafios do envelhecimento.

Com o passar dos anos, os filhos passam a ser independentes e constroem sua própria família. Com isso, por vezes, os idosos podem se sentir abandonados, desencadeando transtornos como ansiedade e depressão.

Por isso, a rede de apoio aos idosos é fundamental, aproximando os mais velhos para o convívio com a família e para participar de decisões em grupo.

2. Interação social

Como podemos perceber no item anterior, as relações sociais são importantes em todos os ciclos da vida, mas durante a terceira idade, fortalecer os laços com outras pessoas pode ajudar a melhorar a saúde mental e física do idoso.

Com isso, o convívio social é fundamental para incentivar a capacidade cognitiva, estimulando novas experiências e objetivos para levar a vida maior qualidade e bem-estar.

3. Trabalho

Um dos mais importantes desafios do envelhecimento está relacionado ao trabalho. Isso porque a sociedade brasileira não tem um mercado inclusivo para as pessoas com mais de 60 anos.

Em muitos casos, por exemplo, a aposentadoria representa uma expressiva redução salarial, em comparação ao valor recebido durante a vida ativa.

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4. Cuidados com a saúde

Quanto mais envelhecemos nosso corpo e mente exigem alguns cuidados com a saúde, com uma rotina de consultas médicas e exames, para manutenção da qualidade de vida.

Por conta das diversas mudanças no organismo, o idoso precisa de atenção da família ou cuidadores para evitar acidentes domésticos ou quedas nas ruas, além de seguir uma rotina de atividades físicas e alimentação balanceada.

Por isso, os cuidados com a alimentação e a prática de atividades físicas devem ser mantidos durante a terceira idade, evitando o enfraquecimento muscular e dos ossos, além do surgimento de doenças.

5. Busca por ajuda profissional

Uma dos maiores desafios é o fato dos idosos aceitarem ajuda externa, com medo de se tornarem muito dependentes.

Nesse cenário, a participação e o comprometimento do profissional de saúde quando o idoso busca ajuda é importante para promover a qualidade de vida e postergar limitações do paciente.

6. Esteja preparado para envelhecer

Estar preparado para as mudanças da é muito importante, principalmente na terceira idade, para que o idoso tenha qualidade de vida e sensação de bem-estar.

Dessa forma, esteja sempre informado sobre o assunto e encontre formas de melhorar a sua qualidade de vida para o futuro e de procurar garanti-la aos seus familiares que já passaram dos 60 anos.

Conscientização sobre os cuidados com idosos

Levando em conta os pontos acima, é fundamental ressaltarmos a importância da conscientização dos cuidados com idosos.

Com isso, os profissionais de saúde devem ter em atenção que apenas um terço dos cuidadores pesquisados relataram terem sido questionados a cerca de sua opinião sobre as necessidades dos pacientes.

Além disso, muitos foram indevidamente excluídos das discussões sobre o cuidado, por causa das leis mal interpretadas de privacidade do paciente.

Por isso, é de suma importância garantir e conscientizar sobre os cuidados com idosos, garantindo a eles benefícios de qualidade de vida, como:

  • Maior satisfação e felicidade;
  • Maior e melhor expectativa de vida;
  • Melhor capacidade psicológica e física.

Principais cuidados com idosos

Como vimos, é imprescindível garantir uma boa qualidade de vida para os idosos.

Por isso, é necessário se atentar a diversos fatores que englobam o bem estar da terceira idade, como: participação social, atenção com a saúde, acompanhamento, alimentação adequada, exercícios físicos e prevenção de doenças e acidentes.

Mas, como garantir os cuidados com os idosos? Confira os principais abaixo:

1. Cuidado com quedas

Até mesmo dentro de casa, principalmente no banho, as quedas em pacientes idosos podem ser mais comuns do que se imagina. Às vezes, pode acontecer por falta de adaptação do espaço ou excesso de obstáculos.

Consequentemente, esses acidentes podem levar à fraturas, traumatismo craniano e contusão muscular.

Por isso, é necessário acompanhamento médico e nunca deixar o idoso sozinho ou com pessoas com as mesmas limitações.

2. Cuidados com a higiene corporal

A higiene corporal é um dos principais fatores para a promoção da dignidade da pessoa idosa.

Isso porque, além de promover conforto e bem-estar, está relacionada com o cuidado e até mesmo com a recuperação da saúde.

Além disso, pele da pessoa idosa tende a ser mais ressecada do que a pele de uma pessoa jovem, por isso requer cuidados especiais.

3. Cuidados com alimentação e sono

A alimentação é um dos cuidados com idosos mais essenciais. Com o passar do tempo, problemas com a alimentação podem surgir, como intolerâncias alimentares ou maior sensibilidade a temperos.

Por isso, opte sempre por acompanhamentos com nutricionistas e ter uma dieta balanceada.

Além disso, o sono do idoso pode ser bastante delicado, transitando entre muita sonolência e insônia. Dessa forma, é preciso avaliar sempre a situação entre o médico e paciente.

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Pesquisas e dados dos últimos 6 anos a cerca dos cuidados com idosos em países europeus, americanos e asiáticos

Enquanto os EUA se movia para um maior apoio aos idosos que precisam de cuidados, o Reino Unido estava em retrocesso.

Os 6 anos de cortes no orçamento significaram que as despesas com assistência social para os idosos caíram 9%, e o número de pessoas que recebem cuidados diminuiu 26% entre 2009 e 2014. Ou seja, mais de 1 milhão de pessoas com 65 anos, ou mais, estima-se terem necessidades de cuidados sociais não satisfeitas.

Dessa forma, a dedicação de 6 milhões de cuidadores não pagos disfarça o fato de que um sistema à beira da ruptura a tempos, agora está quebrado.

As perspectivas são sombrias, com austeridade contínua, crescente envelhecimento, cuidados comunitários fragmentados, além da incerteza do pós saída da União Europeia (UE), sobre o futuro de 266000 cuidadores estrangeiros, 28% dos quais são provenientes da UE.

Além disso, a deterioração dos serviços sociais têm um efeito direto sobre o National Health System (Sistema de Saúde da Grã Bretanha),  e estão associados com o aumento das taxas de internação e desembolsos relacionados (o último um custo estimado foi de £ 820 milhões por ano).

No Japão, em que 30% da população está com 60 anos ou mais, o seguro de saúde público de longo prazo obrigatório foi introduzido em 2000, financiado por um imposto de 1%. O objetivo era aumentar a independência das pessoas idosas e aliviar a carga sobre os cuidadores.

Já em 2030, Chile, China, Irã e Tailândia também terão 30% da população com mais de 60 anos e cada um vai precisar de soluções viáveis que reflitam as finanças e valores da sociedade. Na China, um projeto piloto de sensibilização da comunidade em Xiamen, para apoiar os cuidadores já está em andamento.

Soluções para os desafios dos cuidados com idosos

Uma solução óbvia para um problema comum, recomendado pela Comissão Barker 2014 sobre o futuro da saúde e da assistência social na Inglaterra, é a integração dos orçamentos de saúde e sociais.

Dessa forma, uma tentativa de fazer isso, através do Better Care Fund, teve sucesso limitado, porque orçamentos e atitudes mais generosas eram necessários.

Pensando nisso, foram separadas quatro questões que requerem atenção imediata, como:

  • Em primeiro lugar, acabar com a marginalização dos prestadores de cuidados e fornecer um maior reconhecimento e apoio, com especial atenção para reduzir a carga desproporcional sobre as mulheres;
  • Em segundo lugar, melhorar o acesso à informação sobre serviços de apoio a idosos e seus cuidadores;
  • Em terceiro lugar, gerar evidências de resultados objetivos de estudos clínicos específicos ao cuidador, incluindo estudos de intervenções dirigidas para aqueles que cuidam;
  • Em quarto lugar, reconhecer que a partição artificial de assistência social de cuidados de saúde nos países em envelhecimento ameaça a qualidade e sustentabilidade de ambos. Já que eles são responsabilidades coletivas interdependentes, que devem ser cofinanciados através dos impostos, acessados com base na necessidade.

Além disso, é essencial sempre garantir aos idosos: prática de atividades físicas, manter o cérebro ativo com conversas e jogos, boa alimentação e sono regulado.

Em resumo, o grau em que uma sociedade se preocupa com os cidadãos mais velhos reflete seus costumes.

Por isso, ao repensar a centralidade dos prestadores de cuidados, existe uma oportunidade para incorporar cuidados de forma mais ampla dentro de atitudes sociais.

Fontes: www.thelancet.com Vol 388 24 de setembro de 2016

DAVID LEDERMAN É PRESIDENTE DA LEDERMAN CONSULTING & EDUCATION E ORGANIZADOR DOS WORKSHOPS OFICIAIS DO DISNEY INSTITUTE NO BRASIL

Fundador da Escola Nacional de Qualidade de Serviços (ENQS), Professor na Fundação Vanzolini no Curso de Especialização em Administração de Serviços – CEAS e Professor no MBA em Administração, Finanças e Geração de Valor na disciplina “Excelência em Serviços e Fidelização de Clientes” da PUCRS.

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